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Arrependidas, endividadas ou endinheiradas em busca de espaço no guarda-roupa acharam a solução para seus problemas. |
Daniela e Gabriela são irmãs, e Flávia é madrasta das duas. Os primeiros produtos à venda eram das idealizadoras. "Não aguentava mais olhar para um sapato Christian Louboutin, presente de uma pessoa de quem peguei o maior bode", conta Flávia. O trio fez o primeiro post e o divulgou no Facebook.
No dia seguinte, o sapato e outra sapatilha já estavam vendidos. O boca a boca fez o restante e, em pouco tempo, a página acumulou 20 mil visitas diárias. O trio fica com uma comissão, que varia de 15% a 20%, e doa 1% para o Educandário Dom Duarte, tocado pela sogra de Flávia.
Os preços, definidos pela dona da peça, nem sempre ficam abaixo do valor original, se tiveram pouco uso ou são da coleção atual da grife, por exemplo. "Recebemos peças com etiqueta, caso da Birkin de crocodilo", afirma Daniela. "Só vendemos produtos de amigas, para não repassar falsificações", garante Flávia.
Antes de completar o primeiro trimestre, o site virou empresa. E deve crescer: ganhará novo layout e ferramentas que permitam a compra com cartão de crédito. Hoje, as transações são feitas via depósito em conta. O nome também já foi registrado e elas se apressam para profissionalizar o negócio e não perder nenhuma venda.
Entre as marcas mais cobiçadas pela clientela, estão Chanel, Céline e Balenciaga. A regra do trio é não dizer quem são as compradoras e as vendedoras, mas, quando a dona da peça é famosa (e desde que ela autorize), o nome pode ser revelado para turbinar as vendas. A empresária Donata Meirelles, a blogueira Lala Rudge e Marcella Tranchesi, filha da fundadora da Daslu, estão entre as que decidiram "praticar o desapego", como costumam escrever. "A Marcella vendeu umas 30 bolsas, quase todas Chanel.
FONTE: http://poncheverde.blogspot.com/2011/09/socialites-criam-blog-para-revender.html










